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Turista que morreu após mergulho puxado por barco em Noronha comemorava 30 anos de casado: ‘Estava tudo perfeito’, diz mulher

José Edvaldo da Silva, de 52 anos, morreu após fazer mergulho usando prancha puxada por barco. Ele foi enterrado na tarde de terça-feira (25), em Ribeirão Branco, cidade onde nasceu e morava com a fam

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Por Mariana M.Maginador

“Éramos casados há 29 anos. Estávamos comemorando porque completaríamos 30 anos no dia 8 de junho. Era uma viagem de comemoração. Queríamos ir para um lugar especial. Estava tudo perfeito".

O relato é de Elizabeth Verneque Cordeiro Silva, de 45 anos, esposa do diretor de escola de Ribeirão Branco (SP) que morreu após mergulhar usando uma prancha puxada por um barco, em Fernando de Noronha (PE). O acidente aconteceu na região do Porto de Santo Antônio, na tarde da quinta-feira (21).

Ao G1, ela afirmou que estava apenas o casal na viagem e que não era a primeira vez que os dois tinham ido até Noronha.

“Fomos há uns cinco ou seis anos e gostamos muito. Só que quando você vai pela primeira vez não tem a oportunidade de conhecer muita coisa e, por isso, voltamos. Gostávamos muito de caminhar, fazer trilhas, de aventura. Éramos aventureiros. E dessa vez ele planejou para fazermos tudo que queríamos”, explica.

Elizabeth conta que os dois já tinham feito o mergulho “plana sub” na primeira vez que estiveram na ilha. A diferença, segundo ela, é que da primeira vez o passeio foi puxado por uma lancha e seria individual.

“Desta vez foi um catamarã e eram sete pessoas puxadas pela corda. Fomos de boa. Já sabíamos como que era. Inclusive esse passeio de barco já tinha sido marcado desde casa. Antes de chegarmos tinha agendado. Ele queria muito fazer esse passeio. Perdemos o agendamento da terça porque estávamos numa trilha, mas assim que voltamos para a pousada, ele remarcou para quinta.”

A esposa conta ainda que não ficou ao lado do marido durante o passeio e, aparentemente, tudo tinha corrido bem. Contudo, quando subiu no barco, achou que José Edvaldo já estava lá. Isso porque, como ela tinha dificuldades e usava um colete, demorou um pouco mais para sair da água.

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Orgulhosa de ter conseguido completar o passeio, tentou procurar o marido no barco para compartilhar a experiência, mas não o encontrou.

Segundo ela, o Corpo de Bombeiros chegou muito rápido e todos que sabiam nadar pularam na água para tentar achar o marido. "A alguns metros do barco, cheguei a ver uma mão fazendo sinal, pedindo ajuda. Achei que era meu marido, mas era uma mergulhadora", diz.

A profissional trabalhava na área e resgatou o marido de Elizabeth do fundo do mar. Os bombeiros chegaram logo depois e socorreram Edvaldo.

“Essa hora ficou marcada para mim. Rapidamente foram para a areia, começaram a fazer a reanimação nele. Nisso o catamarã virou e voltou para o porto. Aí eu só lembro que saí do jeito que eu estava. Saí correndo descalça. Corri tanto que as pessoas não conseguiam me alcançar. Saí na areia, e quando eu saí, já tinham colocado ele numa maca e estavam levando para a ambulância”, relata.

Elizabeth conta que o médico avisou que tinha conseguido recuperar os batimentos cardíacos de José Edvaldo. Ela já estava na pousada se preparando para a transferência para a capital pernambucana, quando sentiu que deveria voltar ao hospital. Foi quando recebeu a notícia que o marido não tinha resistido.

“A médica me falou: 'Você sabe que o estado dele é grave? Você sabe que o coração está fraco?’. Falei que sabia. ‘Agora pouco o coração dele parou e não voltou mais’, ela disse. Nessa hora só Jesus pra dar forças pra gente. Me senti impotente e comecei a chorar”.

Apesar da dor, a mulher conta que não se sentiu desamparada nem por um minuto na ilha.

“Comoveu a ilha, é um lugar pequeno. Todos ficaram sabendo praticamente na hora e todos muito carinhosos. Não me senti sozinha. Todos da pousada, do passeio, os médicos, funcionários do hospital, bombeiros, a Roberta, que é mergulhadora, me ajudaram. Eu recebi mensagens de gente que eu nem consegui responder ainda”.

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José Edvaldo da Silva, de 52 anos, foi enterrado na tarde de terça-feira (25), em Ribeirão Branco, cidade onde nasceu e morava com a família no interior de São Paulo.

O acidente aconteceu na região do Porto de Santo Antônio, na noite de quinta-feira (20). José foi socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital São Lucas.

Por meio de nota, a unidade de saúde informou ao G1 Pernambuco que o paciente deu entrada com a perda de consciência em função da prática de "Plana Sub" e afogamento.

A nota informou, ainda, que a equipe médica aguardava a estabilização do paciente, que estava em estado grave, para transferência, por meio de uma UTI aérea, para um hospital de referência, no Recife.

 

 

Contudo, ainda na noite da quinta-feira (20), o paciente teve mais duas paradas cardiorrespiratórias, sendo realizados os procedimentos de reanimação cardiopulmonar.

Segundo a declaração de óbito do IML, a causa da morte de José Edvaldo foi asfixia por afogamento.

José era diretor da Escola Estadual Professor Abdiel Lopes Monteiro, em Ribeirão Branco, interior de São Paulo. A morte causou comoção nas redes sociais. Vários amigos, colegas de profissão e alunos prestaram homenagem a Edd, como era chamado.

A Prefeitura do município também publicou uma nota lamentando a morte. "José Edvaldo era muito querido, alguém que motivava e incentivava a todos; o mesmo era esposo, pai, filho, avô e amigo. Nesse momento de dor e tristeza prestamos os mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos", afirmou o Executivo.

´´G1/Globo“

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Quente? Onda de calor não vai embora tão cedo, diz previsão

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Nesta época do ano, o calor costuma ser menos intenso devido à menor incidência de radiação solar e aos dias mais curtos

Por Gabriel Azevedo 

Desde o último dia 22 de abril, o Brasil enfrenta uma onda de calor fora do comum, e as previsões indicam que essa condição se estenderá até pelo menos o dia 10 de maio de 2024.

  • Impactos

No sábado, Cuiabá, no Mato Grosso, registrou uma temperatura impressionante de 37,2°C.

Já no Rio de Janeiro, Jacarepaguá marcou 36°C e Diamante do Norte, no Paraná, alcançou 35,3°C, segundo dados do Inmet.

No domingo, a situação se repetiu, com o Rio de Janeiro novamente liderando o ranking das temperaturas mais altas do país, com diversas regiões superando os 38°C.

Calor

Essa é a quarta onda de calor a atingir o Brasil recentemente e ela promete se intensificar ainda mais, persistindo até o dia 10 de maio.

O sistema de alta pressão em médios níveis da atmosfera continua bloqueando o avanço das chuvas sobre as áreas afetadas, além de intensificar a circulação do ar, o que impede a formação de nuvens de chuva intensas e eleva ainda mais as temperaturas.

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Nesta época do ano, o calor costuma ser menos intenso devido à menor incidência de radiação solar e aos dias mais curtos.

No entanto, essa onda de calor está trazendo temperaturas típicas de verão para o outono brasileiro, desafiando as expectativas climatológicas usuais para o mês de maio.

Recomendações

O Inmet alerta para os riscos à saúde que a onda de calor pode causar, como desidratação, exaustão e insolação.

  • Beber bastante água ao longo do dia, mesmo que não sinta sede
  • Evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes do dia (entre 10h e 16h)
  • Usar roupas leves e frescas de cores claras
  • Manter as casas ventiladas
  • Cuidar dos idosos, crianças e pessoas com problemas de saúde, que são os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor

“Canalrural”

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